15 de enero de 2017

(Review 125) - Las Cenizas que quedan

32803054Las Cenizas que quedan
Andrea Prieto Pérez

Escarlata Ediciones


Livro Autoconclusivo


312 Páginas
Distopia / Juvenil / Romance

Goodreads / Amazon  


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Há centenas de anos, a congregação espúrea ascendeu ao poder. Obtinha a sua magia das cinzas e a sua ambição foi tamanha que, finalmente, consumiu o mundo. Depois dos grandes incendios e dos terremotos ocasionados por aquele desastre, os sobreviventes se esconderam nas poucas coisas que se mantiveram em pé. Aline está encerrada em um dos últimos redutos da civilização desde que perdeu a última de suas batalhas, como capitã do exército. Abandonou a luta pela política e passou a formar parte do Conselho, uma instituição que trata de impedir que seus compatriotas sucumbam a un mundo reduzido ao pó. Com a chegada de Weiss, um antigo companheiro de milicia, Aline recebe uma mensagem póstuma de seu tío: coordenadas que escondem segredo que talvez pudesse salvar o que restou ou, pelo contrário, destruir tudo. Aline não terá mais remédio do que empreender uma viagem cheia de perigos ao lado da pessoa que já havia decidido deixar para trás, e cruzar um território dominado pelas mortíferas tribos do fogo.  

* Esta resenha é parte da Leitura Conjunta organizada pelo blog "Las Palabras de Gatsby" e por Ediciones Escarlata

*** Muchisimas gracias a Escarlata Ediciones por el envio de un ejemplar.

Nesse ano que passou, 2016, uma das minhas grandes descobertas foram os autores espanhóis, em especial os que se dedicam a escrever fantasia e distopia (gêneros que nitidamente são meus favoritos). Quando o blog Palabras de Gatsby e a Escarlata Ediciones decidiram promover uma leitura conjunta de Las Cenizas que quedan, a nova publicação da autora Andrea Prieto, não tive dúvidas em unir-me.
O livro é original, rápido de ler (li em 2 dias) e nos apresenta como protagonistas um casal bastante peculiar.

Aline é uma garota forte, que perdeu toda a sua família e como se fosse pouco, teve que desistir de ser capitã após a amputação de um de seus braços. Agora, se conforma em viver uma vida de jardineira no edíficio, o único lugar seguro que restou em um mundo caótico e apocaliptico, onde tudo se resume à cinzas.
Quando Weiss retorna de mais uma viagem com a notícia da morte de seu tio, Aline tenta se manter a distância. Porém, Weiss insiste em dar à ela uma mensagem: coordenadas de um segredo precioso descoberto por seu tio pouco antes de morrer.
O astuto e curioso Weiss consegue armar uma situação que deixa Aline sem possibilidade de dizer não à esta empreitada e juntos, os dois, sairão rumo ao incerto em um mundo rodeado de perigos e ameaças. 

Andrea Prieto nos apresenta um universo extremamente original, um mundo assustador onde os recursos se tornaram escassos e até mesmo o ar se tornou venenoso ao ser humano. 
A ambição da congregação espúrea em sua busca pelo poder destruiu a natureza e limitou as formas de vida. Sua devoção às cinzas para alcançar a magia máxima transformou o mundo em uma paisagem cinzenta e árida. E as diversas tribos rivais espalhadas pelos poucos territórios seguros que restaram se tornaram selvagens e hostis.
Entrar em uma zona desconhecida pode causar uma morte cruel ao viajante, principalmente levando-se em conta à influência dos diversos líderes religiosos e as crenças e superstições de cada grupo.

O livro possuí um ritmo intenso que, à princípio, me resultou um pouco confuso, já que me custava imaginar a vida de uma sociedade inteira dentro de uma espécie de edifício e toda a situação entre Aline, Weiss e a congregação me resultava bastante complexa e dificil de entender. Aos poucos fui assimilando cada informação apresentada pela autora e pouco a pouco me senti tragada pelo instigante universo criado por Andrea.

Os personagens são fortes e complexos, cada um possuindo uma característica marcante que o difere dos demais. Até aqui minha preferida foi de longe a misteriosa Crace, uma pequena líder sábia e madura, que surpreende o leitor com suas revelações e profundidade. 

A narrativa está toda em terceira pessoa, mas é fácil saber e imaginar os sentimentos de cada personagem e entender os pensamentos e perspectivas que os movem. 
Apesar de ser uma fantasia, alguns assuntos trazidos pela autora parecem mesclar-se com fatos de nossa realidade. No mundo atual, a falta de recursos e a destruição desenfreada da natureza em virtude da ambição humana são mais do que um simples fato, são realidade comprovada. Também já não chega a ser tão rara a influência de lideres e figuras religiosas que, por meio do fanatismo, exercem absoluto poder, levando seus seguidores a praticarem atos irracionais, á partir de uma verdadeira lavagem cerebral. 
Andrea Prieto nos traz à tona esses assuntos, contados à partir de uma história de sobrevivência em um mundo de escassez e misticismo, onde poucos são capazes de questionar as reais intenções de seus poderosos líderes.

Embora tenha um princípio confuso e personagens pouco comuns, gostei bastante de conhecer a escrita de Andrea Prieto. A autora apresenta um final fechado que, embora não seja exatamente o desfecho que eu esperava, me surpreendeu gratamente.



AndreaSó pela mania de responder perguntas com outras perguntas, se adivinha que Andrea Prieto Pérez é proveniente de Galicia. Nasceu em A Coruña, em 1991, e nunca teve a intenção de se afastar do mar. Está formada em Medicina e recentemente começou a carreira de médica em Psiquiatría, algo que não a impede de também dedicar seu tempo livre à escrever. Las Cenizas que quedan é a sua primeira novela publicada. Além disso, colabora na web La Nave Invisible como colaboradora.



Beijokas!!!

Nos Lemos...


4 comentarios:

  1. Oi Alice! Que saudade eu estava das suas resenhas!! Não conhecia o livro, mas o fato dos personagens serem forte e se passar em um universo complexo me agrada bastante! <3 Adorei a resenha!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Oie
    Curto livros de fantasia, e este parece ser muito bom. Fiquei curiosa para saber mais trama.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  3. Oi, Alice!
    Sabe que essa coisa de viverem todos num edifício e o mundo ser venenoso e cheio de cinzas me lembrou um pouco o livro Silo. Já leu?
    Gostei da premissa da história.
    Gosto muito de distopias. É um dos meus gêneros preferidos.
    Acho que não li muita coisa de autores espanhois.
    Por falar nisso, estou curiosa com uma coisa faz tempo. Você é brasileira? Onde você mora? Tanta coisa em espanhol no blog. :)

    Beijooos

    www.casosacasoselivros.com
    www.livrosdateca.com

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    Respuestas
    1. Eu sou brasileira Teca, de Uruguaiana, no RS mas há 6 anos vivo em Corrientes, na Argentina.

      Beijos

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